Por Paulo Muppet

A evolução talvez seja a ideia mais poderosa e elegante já pensada pelo homem. Ela ajuda a entender não só mistérios biológicos, mas também fenômenos astrofísicos, culturais, econômicos e se aplica a praticamente toda atividade humana.

A ideia nessa série de artigos aqui no blog do ICONIC é pensar arte e animação sob a ótica da evolução e explorar as descobertas e insights que essa ferramenta pode trazer ao nosso trabalho.

Afinal de contas, cara tripulação, Darwin também era um marujo a bordo do HMS Beagle.

Na minha palestra na primeira edição do ICONIC falei sobre Neotenia. Entender a Neotenia nos dá ferramentas objetivas apara analisar designs de personagens sob a ótica da nossa programação biológica.

Desenhar um personagem com proporções de bebê é GARANTIA de despertar reações positivas em QUALQUER ser humano, independente de gênero, cultura ou idade.

A Neotenia, no entanto, não diz nada sobre a estética do nosso trabalho.

Em quais estratégias seria importante investir, sob uma perspectiva biológica, na hora de criar um personagem? Seriam imagens realistas, com luz, volume e sombras próximas ao mundo real as imagens que mais nos emocionam?

Ou será que nossa biologia privilegia as imagens simplificadas, com cores puras e formas abstratas?

Lapis (Steven Universe) e Neytiri (Avatar)

Artistas se debruçam sob essa questão desde as primeiras pinturas nas paredes das cavernas.

Hoje ela continua aparecendo em discussões por toda a internet na forma de cartoon vs realismo, 2D vs 3D, fotografia vs pintura, desenho de observação vs desenho de imaginação.

O que Darwin diria?

Aguardem os próximos posts e fiquem à vontade para deixar comentários aqui embaixo!